Frederico Canequela

Adriana Maciel falou sobre o Ciência sem Fronteiras

Alunos atentos as explicações sobre o programa

Auditório lotado de estudantes

Rafael Gerardo explicou o processo
de inscrição na UFF

Simone Perez falou aos universitários sobre os benefícios de estudar na Holanda

Judy Cowie comentou sobre o ensino na Monash University
DRI realiza encontro sobre o Ciência sem Fronteiras
8/10/2013
Natasha Dias
A Diretoria de Relações Internacionais (DRI) realizou, no dia 7 de outubro, o primeiro encontro para esclarecer dúvidas sobre o Ciência sem Fronteiras, programa criado pelo governo federal em 2011. No dia 14 de outubro será lançado o edital do programa, com bolsas para 19 países na modalidade de graduação. São eles: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia.
Com o auditório do Instituto de Química lotado, o evento foi dividido em duas partes: a primeira serviu para esclarecer pontos sobre a inscrição dos candidatos no edital, e a segunda contou com a participação de representantes de instituições estrangeiras, como Simone Perez, representando a Nuffic, da Holanda; Marcela Amaral, representando a Education USA; Lara Paranhos, representando a Latino Australia; e Judy Cowie, representando a Monash University, da Austrália.
Segundo a coordenadora de projetos especiais da DRI, Adriana Maciel, eventos como esse possibilitam aos alunos conhecer melhor o projeto e tirar dúvidas. "Nós decidimos colocar a DRI na rua para aproximá-la dos alunos. Por esse motivo fizemos panfletagem de sala em sala e estamos organizando reuniões para falarmos sobre o Ciência sem Fronteiras", explicou.
Para que o aluno se inscreva no programa, é necessário que fique atento a alguns requisitos. Na UFF, o universitário deve ter bom desenvolvimento acadêmico, o que significa ter o coeficiente de rendimento (CR) entre os 50% melhores do curso. Entretanto, a DRI pretende usar mais requisitos, como considerar o desempenho no Enem, o nível de língua estrangeira e se o candidato participa de iniciação científica.
Já no Ciência sem Fronteiras, o estudante precisa ter média acima de 60% no Enem realizado depois de 2009 e ter concluído a carga horária de seu curso no momento previsto para a viagem, de acordo com o estabelecido na chamada.
O processo de inscrição funciona da seguinte maneira: o candidato deve se inscrever no site do Ciência sem Fronteiras e na DRI, simultaneamente, cumprindo todas as exigências do programa e do edital da DRI. A homologação das candidaturas é prerrogativa da universidade. São homologadas apenas as candidaturas selecionadas pela coordenação do programa na UFF. A aprovação da candidatura pela Capes e pelo parceiro no exterior e a aprovação da candidatura pela universidade estrangeira.
O chefe da Divisão de Mobilidade Externa da UFF, Rafael Gerardo, destacou o fato de muitos alunos reclamarem sobre o período que se perde da faculdade enquanto se está no exterior. "Uma coisa que os universitários devem entender é que o ganho com isso é imensurável, tanto na questão acadêmica, como na profissional. É uma experiência de vida", destacou.
O programa inclui agora uma nova vertente, o curso Inglês sem Fronteiras, que será chamado, posteriormente, de Idioma sem Fronteiras, pois não será restrito apenas ao ensino da língua inglesa. São 450 vagas para curso presencial. As inscrições têm início em novembro. A seleção será realizada mediante o CR e o nível de inglês no My English Online.