O que fazer para que experiências adversas não resultem em traumas?
3/4/2012
Essa é a questão que será discutida na edição de Niterói do 4º Ciclo Internacional Resiliência e Cultura, que se realiza na UFF, nos dias 9 e 10 de abril. Cientistas sociais, educadores, psicólogos, médicos, neurocientistas e profissionais ligados a projetos socioculturais e educacionais estarão reunidos para debater quais as melhores estratégias a serem utilizadas nos seus respectivos campos de trabalho, para evitar que as marcas de experiências adversas na vida das pessoas ou grupos não sentenciem um futuro irremediavelmente traumatizado e infeliz.
A resiliência é um conceito psicológico, emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações de choque ou estresse, sem entrar em surto psicológico. Seria a capacidade de uma tomada de decisão diante de um contexto de tensão do ambiente.
O evento também será promovido na cidade de Salvador, nos dias 12 e 13 de abril, contando, como em Niterói, com a colaboração de pesquisadores brasileiros e estrangeiros com reconhecido trabalho e pesquisa no campo da atenção a populações em situação de vulnerabilidade social e de resiliência.
A abertura do ciclo será no auditório da Faculdade de Educação da UFF, às 18h, com palestra do professor Boris Cyrulnik, da Universidade de Toulon, na França, que falará sobre ‘A resiliência e os impactos no cotidiano da medicalização do fracasso – social, escolar e pessoal’. No dia 10, as atividades serão no auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, a partir das 10h.
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