UFF é a primeira instituição a oferecer bacharelado em Segurança Pública
13/1/2012
Com objetivo de formar profissionais para atuar no planejamento, formulação e execução de políticas de segurança pública, a Universidade Federal Fluminense (UFF) criou o primeiro curso de bacharelado em Segurança pública. Vinculada à faculdade de direito, a graduação será ministrada em parceria com o Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (Ineac).
No bacharelado, serão oferecidas 60 vagas aos estudantes que fizeram o Enem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da educação e a primeira turma terá início em março de 2012.
O pesquisador do Núcleo Fluminense de Estudos e Pesquisas (Nufep/UFF) Lênin Pires, que participou da elaboração do curso, destaca a importância da atuação de um profissional qualificado para gerir a segurança da coletividade. “Acreditamos que há muitos anos a sociedade apresenta demandas por especialistas que pensem a segurança pública desde um ponto de vista onde ganhe maior relevo a mediação dos conflitos e a prevenção da violência. Profissionais que, por fim, entendam os processos de administração institucional de conflitos como um conjunto diversificado de práticas e objetivos”, afirma Pires.
A graduação, idealizada pelo professor Roberto Kant de Lima, investe em sólido aporte teórico que passa por perspectivas disciplinares no âmbito da sociologia, antropologia, história, política e do direito, o que proporciona a criação de um profissional completo. “Assim, os estudantes terão contato com múltiplas concepções teóricas, a partir dessas disciplinas, no que se relaciona à abordagem das questões sociais relacionadas aos conflitos, violência e criminalidade”, destaca Pires.
O bacharelado surgiu da experiência com um curso de especialização oferecido pelo Nufep aos policiais do Rio de Janeiro, em convênio com a secretaria estadual de segurança, até 2006.
Para o profissional habilitado em Segurança Pública, o campo de trabalho é amplo, com possibilidades de atuação nas secretarias estaduais e municipais de segurança pública, em ONGs e nos ministérios. No ramo privado, ele também poderá dirimir os conflitos entre as empresas e os cidadãos, a partir da concepção de cidadania e manutenção da ordem na sociedade.