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Prazo para preenchimento do RAD se encerra no dia 27 de janeiro
9/1/2012

Todos os professores da UFF devem preencher o Relatório Anual dos Docentes (RAD), impreterivelmente, até o dia 27 de janeiro, com as informações acadêmicas referentes a 2011. O programa é de preenchimento online e está disponível em sistemas.uff.br/rad, podendo ser acessado e preenchido pelos docentes, de casa, do trabalho ou em viagem, bastando entrar com o CPF e senha, que é a mesma de acesso ao iduff.

Para aqueles que não se lembrarem da senha, podem conseguir uma nova no seu departamento ou recuperar a antiga. Os docentes novos, que ainda não tenham e.mail, devem acessar o suporte iduff para solicitar a senha. No caso de qualquer dúvida no preenchimento, os professores podem se dirigir a suporterad@nti.uff.br.

O RAD está disponível desde setembro, na internet, e sua implantação, há dois anos, representou um grande avanço em relação ao antigo Radoc, pois além da maior facilidade no preenchimento ele possibilitou conhecer as linhas de pesquisas da UFF, a quantidade de projetos, o tipo de financiamento, o montante, a data de aprovação, o nível acadêmico de todos os colaboradores, de maneira a atender às demandas de todos os setores da universidade.

Preencher o Relatório Anual dos Docentes é uma exigência do Tribunal de Contas da União quanto às atividades da universidade, mas, ao mostrar a produção científica dos docentes de cada curso, ele gera relatórios específicos, que são também uma grande ferramenta de gestão para os coordenadores. Só o RAD contém os e.mails de todos os professores da UFF.

Segundo o coordenador de Gestão da Informação, da Pró-Reitoria de Planejamento, José Marcio Lima, que é o responsável pela recepção e consolidação dos dados, até o dia 27 de janeiro, os professores podem reabrir os seus dados para modificação, mesmo depois de fechados, mas, depois da data de encerramento, não mais.

Totalmente desenvolvido na UFF

O RAD é um programa inteiramente desenvolvido por um pequeno grupo do NTI, a pedido da Coordenadoria de Gestão da Informação (PGI), e faz parte do processo geral de informatização solicitado pela Reitoria, que integrou todos os sistemas – acadêmico, de graduação e de pós-graduação.

Dois novos servidores, aprovados nos últimos concursos de 2004 e 2008, José Soares Barroso Júnior, técnico de tecnologia da informação, e Tatiana Barbosa, analista de tecnologia da informação, foram os responsáveis por transformar o antigo e obsoleto Radoc, num sistema moderno, eficiente e de fácil utilização. A primeira providência, diz Barroso Júnior, foi levantar os problemas, os requisitos do solicitante (no caso a PGI), definir regras, enfim, conhecer as necessidades dos gerenciadores e usuários do antigo sistema.

O segundo passo, afirma o gerente da área de sistemas do NTI, Henrique Uzeda, foi definir a tecnologia a ser utilizada e qual o grupo de trabalho. Como se optou pelas tecnologias de desenvolvimento Java, que são tecnologias em formato web, Tatiana e Barroso Júnior foram designados por serem os mais aptos e com mais domínio dessas ferramentas. Ela fez, inclusive, pós-graduação em redes e ele fez MBA em gerenciamento de produtos.

O modelo de banco de dados definido por eles, sob o comando de Henrique Uzeda, foi o Oracle, cuja qualidade maior é o alto nível de segurança de dados. Nesse ponto, diz Tatiana, começaram as modelagens, analisando os dados do “mundo real” e codificando, criando as telas e as interfaces que o usuário iria utilizar. Essa foi a parte mais demorada e que durou cerca de nove meses, “pois a cada interface, a gente testava com o usuário. Foi um desenvolvimento muito interativo”. Eram reuniões periódicas e o produto ia sendo ajustado, afirma ela, “e é aí que se verifica se o resultado está de acordo com o que o cliente pediu”. Por isso, essa fase consome cerca de 70% do tempo total gasto.

A grande preocupação, de acordo com Barroso Júnior, era que “o sistema fosse realmente um elemento integrador das outras bases, como era desejo do reitor”. Atualmente, o RAD disponibiliza informação a partir das bases de pessoal, por meio do cadastro do Siape; dos dados da CPPD (Comissão Permanente de Pessoal Docente), que se referem ao histórico de titulação; do Siorg, sistema de organograma da UFF, que é um cadastro da estrutura organizacional, com todos os órgãos da universidade vistos de maneira hierárquica, e que foi implantado no final de 2008; e do Siad, que é o Sistema Acadêmico de graduação e que tem o banco de dados mais atualizado.

A última parte, que é o produto final do sistema, é a emissão de relatórios. O relatório é emitido pelos departamentos, agrupados por docentes, com suas respectivas atividades e produção acadêmica, contabilizando carga horária e produção intelectual, como pede o TCU. “Um dos controles do novo sistema é o de verificação do total da carga horária inserida no sistema, de forma a não ultrapassar o regime do docente no Siape”, esclareceu Barroso Júnior.
UFF Notícias - Superintendência de Comunicação Social (SCS)