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Fotos: Maria Léa Aguiar

Professor Sérgio Lourenço, coordenador do projeto de produção de biomassa a partir de microalgas, para a geração de biocombustíveis, desenvolvido na UFF


Professor Raimundo Damasceno, da área de Geoquímica da UFF, apresenta a proposta do novo Programa de Pós-Graduação em Biocombustíveis e Biomassa, para 2011


Meredith Lloyd-Evanbs, chefe da missão do Reino Unido que visitou a UFF, fundador da empresa BioBridge, que trabalha para que as inovações biocientíficas alcancem e permaneçam no mercado
Missão do Reino Unido visita a UFF para conhecer o projeto de microalgas para produção de energia
19/3/2010

Empresários e pesquisadores da Inglaterra e Escócia vieram a Niterói para conhecer o projeto do professor Sérgio de Oliveira Lourenço de produção de biomassa de microalgas para a geração de biocombustíveis. O grupo está no Brasil buscando parcerias para projetos de investimentos na área de produção de energia, mais especificamente a partir de algas, e foi encaminhado à UFF pelo ministro Altemir Gregolim, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca.

Todos os integrantes da missão do Reino Unido estão envolvidos na pesquisa, no desenvolvimento de tecnologias ou na tentativa de produção em escala comercial da biomassa a partir de algas.

Segundo Lourenço, "não temos infra-estrutura para assumir compromissos no momento, mas existe muito interesse de ambas as partes em aprofundar vários tipos de colaboração, tanto científica como com as empresas". O problema, diz ele é que "temos bastante conhecimento, mas nos falta infra-estrutura, ou seja, ainda não estamos prontos".

Em breve, no entanto, a UFF deve receber recursos da Petrobras para a construção de um prédio destinado especificamente às pesquisas para produção de biomassa para geração de energia, agregando estudiosos de engenharia, química, biologia, entre outras áreas. Nessas novas instalações, que seriam de vanguarda, seria possível estudar os resultados das pesquisas numa escala intermediária, de 20 mil litros, onde se poderia obter melhores respostas do que seria uma planta industrial.

O professor Sérgio Lourenço já visitou instalações semelhantes na Alemanha, Escócia, Japão e EUA. Ele acredita que dentro de cerca de dois anos o novo prédio da UFF poderá oferecer a infra-estrutura que falta, proporcionando um salto nesse desafio, que é desenvolver combustíveis a partir de algas, ambientalmente e economicamente muito mais vantajosas que os demais biocombustíveis.

O Brasil, segundo o professor Lourenço mostrou à missão do Reino Unido, é um dos países que mais reúne condições para o desenvolvimento de microalgas em larga escala. Tem sol, grandes áreas sem conflito de super utilização como semi-árido, com um milhão de quilômetros quadrados, uma extensão maior que a maioria dos países da Europa, mas precisa construir as bases para esse desenvolvimento. Esse novo prédio, com um laboratório de referência nacional, certamente contribuirá para isso.

Pós-graduação em Biocombustíveis e Biomassa - Está sendo criado também, na UFF, sob a coordenação do professor Raimundo Damasceno, um programa de pós-graduação na área de Biocombustíveis e Biomassa, que está, no momento, sendo submetido à Capes, e que integraria todos os grupos da universidade com estudos e projetos afins. O novo mestrado profissional terá patrocínio da Embrapa e da Universidade de Lins, que fica no interior de São Paulo, no coração do centro produtor de cana-de-açúcar.

Em 2011, Niterói deverá sediar o Congresso Panamericano de Biocombustíveis e Biomassa. O Brasil, segundo Sérgio Lourenço, já tem tradição em biocombustíveis e é um dos três países que mais produzem biocombustíveis no mundo, atrás apenas dos EUA e na frente da Alemanha.

UFF Notícias - Núcleo de Comunicação Social (Nucs)